sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Canção Natalina



O Mundo gira, grita, se satisfaz em um  milhão de luzes,
Eu penso que assim; não consigo  dormir ..
Meus verdadeiros amigos me  presumem, os demais  resumem em si , o que devo sentir quando não sei ser além de mim. O egocentrismo se concentra, tudo o que foge disso  me faz sentir que a verdade me apareceu como um EU que se perdeu...  Nessa hora,  entender todas  as coisas do mundo, é o  que conta.
Então, me faz parecer que meus sonhos dão certo. Que eu posso te fazer sentir, sem impor minha determinação para tanto.
Que teu canto seja para meu espanto, muito mais do que é  sentir  aquém de ti, do que te faz perfeito ao peito de quem te faz feliz.

O mundo gira, grita se satisfaz em um  milhão de luzes,
Nelas brilhamos todos nós, os que  respiram as estrelas
Os que abrem as janelas e dançam  suas canções natalinas
Os que beijam as meninas, os que abraçam as  avós ...
Aqueles que amam, os que bendizem o beija-flor com amor.
Os que são felizes, porque  são. Os de coração reto, os despertos, os que fazem versos, os que foram, os que são e aqueles que serão ...
...Um beijo no coração.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Things - meu divã absoluto




O blog  estará  fazendo  dois anos  agora em 24 de novembro próximo.
Dito  isso, encerro minha terapia blogueira. O blog foi criado com a intenção de entender as conversas entre  os meus  eus; interior e exterior, entendi o que acho que entendi:  então deu!
Ando cansado de andar me analisando e talvez  confundindo as boas companhias  que passam por aqui.
Acho que daqui pra frente, se eu ainda for  usar o blog, será por motivos indefinidos, não postarei mais com intenções de explicar-me, quero estar livre de minhas próprias condições ...
Estou grato a todos que participaram da minha viagem blogueira, agora  quero sentir além de mim mesmo, e se conseguir, volto a participar desse mundo lindo que é estar nessa  boa companhia de blogueiros.

Beijão no coração.

Joshuatree

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Faithfully




Você nua, é  tão branca e clara como a lua.
 Lua que  flutua levemente, permanentemente lua...
Atada ao Sol que à suspende, por miríades de estrelas cadentes. 
Lua toca a rua eternamente,essa lua... Pressente-te.                                                                                                                                                              

Não sei quem és, mas te descrevo como aquela, na qual meu coração acredita e descansa
 Descrevo-te perto de  mim, porque perto de ti, é além do que o universo me limita.
Talvez um dia venhas, e talvez nesse  dia, me prometas à ti mesma. Já que vives em minha estória sobre nós.
 Que eu seja nesse dia... O amanhã que tu contemplas.

Fidelidade é um estado de vontade, e não  uma condição de amor.
O que eu sei de amor?
Sei , o que teus olhos dizem, quando te aconchegas à  sofreguidão do gozo que te encerra.
É do amor, que eu confesso que não sei. É da ausência que declaro não sentir, mais, do que a minha necessidade  acredita. 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

E.E. Cummings - nalgum lugar

Li esse poema do e.e. cummings no blog http://bbeleando.blogspot.com/, que conheci através do blog da Cris,http://sou-da-cris.blogspot.com/, que acompanho sempre. Achei incrível, lindo e cheio da mais pura e delicada poesia(se posso  dizer assim) que já li.
Eu confesso não saber nada de poesia,além do que posso sentir através da comunhão das palavras que soam bem aos meus instintos.Por isso resolvi postar aqui esse aviso, pra dividir com quem passa por aqui, essa  sensação de beleza  e bem estar, que foi  ter tido a oportunidade  de ler esse poema. Valeu a pena !
Abaixo um fragmento do poema :


" nalgum lugar em que eu nunca estive,alegremente além
de qualquer experiência,teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto"

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Versos Vagos

O inexplicável é algo que vive em nós. Hoje tenho sede de tua boca, e uma insensata saudade de tua voz. Já; a tua essência se agita, numa vontade indistinta entre o desejo e o amor.
E, em relação ao que somos, supomos,ou pretensamente queremos ... Deixemos ser, o que cada um quer ver em sua própria ilusão.
Então nesses  versos  vagos ,por afagoso que sou;  te falo mais que de amor, vou além de pressentir, chego onde não estou, que é pra estar perto de ti.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Inconstância

Por favor, não me  fale  de esquecer, de tentar novas soluções, estou cansado de saber que já passei para o outro lado, e que sem saber, eu arranjei  uma razão. Em relação à esquecer, eu faço acontecer mesmo que você  queira estar aqui.
Eu queria escrever sobre a volubilidade  do ser ...

Roma ... Always ?

Tudo arde, numa sensação de estreita agonia ... A palavra cria o momento de viver o que se acredita, a noite fria dita que devo ter sangue frio ...
A vida diz que teu nome não fala por favor, e o amor,é algo no qual você não acredita e por isso sempre fala do sim, no fim  de alguma coisa .
Quero tua pele clara que de "cara" me consome, bem amada  Simone... Quero respirar teu perfume.

De  amor; saberemos que além da poesia nada se perpetua, e cantaremos na rua a mesma canção, que define o que vive em mim e em ti. É assim ... O amor é ruim, muito ruim, e o ruim é bom quando a gente ta afim e diz sim.

Quando me tens  entre tuas coxas, quando a razão murcha sem razão, é então que  somos um fim  no interminável sim que grita o coração. Para sempre em mim e em ti,o que nasce  em nós dois ... Always!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

everything


Para sempre  você, que haverá de se materializar, constar de meus argumentos e dos momentos infinitos, ser em mim mais do que um fim...
Você será para sempre, o  outro lado de mim. O que ama no céu e na cama, o homem teu que vive em mim e sou eu.

Sine qua non ...

Eu quero ser poeta, eu quero cantar a insensatez de tua tez ... Que me desperta.
Eu quero um jeito perfeito de te roubar de toda a dor, de todo o amor, que não se sustenta.
Amor de imagem suspensa, da hora que pensa na insustentável condição de ser sem ver, que a sensação de ter aconteça. Amor que me mereça, e faça de mim uma mentira perfeita pra que a verdade do amor seja aceita, seja como for ...
Pare agora ! Realize  o milagre do seu melhor sorriso, veja: é preciso a condição de ver o que você pode fazer, se puder ... Então faça, renasça, reconstitua a hora aquela, da bela condição do amor.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Feeling ...

Sem compromisso, quero relaxar  e não falar do que sinto, vivo ou pretendo em relação ao que sou ... Não me faças presença em teu verso, deixa que eu ouça e sinta a musica  fluir,sem que eu tenha rima ou alegria, quero ser, viver, sem sentir  o que sinto. É bom, quando a solidão de nunca estar só se faz presente, porque a mente pressente que a musica ilumina, que a palavra perfila o além de estar bem, sem amor  sem ninguém, que te diga sim ou não. Eu grito, que num dia bonito faria de você, minha alegria... Definitivamente a unica exceção.

Still ...

Ok !  Eu não nasci sem saber, que chegaria minha vez. Eu amo o que não sei, o que me faz surpreso e surpreendido, algo; como ser marido ou não ser mais que amigo, viver sem perceber.
Eu  cresci sem ver que essa hora é agora, saiba ser e querer pra  que o não, nunca ... Chegue a doer.
Não quebre meu coração, vai te doer não ter como consertar, espero  que você  sinta, que dói demais esse  sem fim de tua  voz que grava em nos, uma insinuante existência...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Carrossel







Eu não conserto o mundo num segundo,eu faço um concerto de sons em minha cabeça, pra que apareça então uma canção que te mereça. Eu escrevo a peça, ratifico a promessa de que o mundo só será hostil ,pra quem é servil, sem querer  ser ... A naturalidade, ainda é o melhor planeta, para  abrigar toda a sensualidade da mulher.
Me amo sem fim , por amar-te o tanto que o teu próprio encanto, perde-se na consciência do sim ...
É fato, que o UM, o uníssono canto do teu sonho tem melodia arrastada, presa às perguntas, que todo o "sim" não pretende responder. Pagar sem ver, nem crer, segue a multidão e a procissão se arrasta, eu não conserto o carrossel, hesito me excitar sem ter êxito, sem pretexto não crio texto, antes sim: me enamorar ...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Abstrações ...

Estou feliz, creio em Deus, nesse Deus que é meu e teu. Como ateu; tens um Deus, que é o mesmo meu.
Sou poético sem ser poeta , poetizo o que me desperta. Ser poeta, é revelar o fingidor do amor na hora certa.

domingo, 8 de agosto de 2010

O eu, árido

Sou, dos que não deixaram semente, dos que passam pela vida, sem registrar DNA. Sou como poucos, ou muitos, sei lá...
Aos que foram, aos que geraram novos ideais, devo cumprimentar pela experiência de ser e ter, uma estória completa pra contar. Ao pai que é pai, e sempre souber ser... Carpe diem pra você.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eu, menino.

Quando menino , quis viver meu tempo entre suspiros e conspirações, que só se desenham em corações analfabetos, perdidos em afetos e considerações. Sonhei meu bem , fui além de  um querer sem ter, sem olhar, fiz imaginar o sentir, viver e  morrer na dor que desconstrói, submete e verte um renascer do que não foi, do que poderia ser.
Aprendi a não ver o que não sou, porque cansei de não falar de amor. Cresci, vivi mais do que contava o tempo, e voltei a sonhar com o ar, com coisas do mar, e, a reescrever o momento de ver, o que poderia ser ...

... Então, quando te falar de amor não resista, porque dizer do amor que tu despertas, te faz minha unica exceção.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O eu, absurdo

O Que não faz sentido pra uns, é sentido  e dá sentido, às idiossincrasias de outros.
É possível construir-se uma cumplicidade com o universo, desde que não esquecendo de ontem,
pensemos no amanhã, como o hoje  que não deveria acontecer. Acredite; será como você sonhava.
Pra rodar o mundo, basta um monociclo. Há quem prefira, como eu, uma garrafa de vinho. Girará!
Pequena sonha, pequena é uma Alice às  avessas, o tempo passará sem que ela permaneça, e eu...
... Sonhei, que abria meus olhos diante de sua exuberância, criança sonha sem saber, de ontem,do agora hoje, ou de acordar  amanhã.
Por isso, adoro tocar uma grande flor, uma canção de desejos fluindo em único jardim, lapidando assim meus sentidos, no bruto diamante contido em ti.
Estranhamente letra e geografia, palavra dita, escrita em maciez dos lábios extenuados, que desenham a sensatez crua em tua boca beijadora.
Eu gosto disso, desse feitiço incorporado em tua frase, na tensa carne, que me faz sonhar sem dormir, sem ver, só sentir o segredo do eu, absurdo.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Eu, remoto...

Cansei de ontem, de coisas imprecisas, do que não se diz, insinua-se e fim ... Será sempre assim?
Talvez, eu não saiba entender a origem da estrela  sobre o teu peito,ou da lua que  se debruça sobre ti.
Sei, que não sei de mim se não prevejo,  a remota  rota do desejo, que partirá numa viagem sem fim,
considerando o tempo do absurdo, a hora do ininteligível, o momento do adeus, o segundo do sim.
Vem ! Navega  em mim. sufoca e provoca o desejo do sim, do que fica, do que se apronta,do que começa
e desenrola, a carícia da hora mista , simplesmente viver sem se ater ... Podes ver?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Bebado ...

... Bêbado de coisas, bebado até do sinal que não concordo, de interpretações, da  vida que acho linda e que não vale,além do que penso que vale.

sábado, 24 de julho de 2010

Miralua

Queria renascer em ti, naquele veludo do céu, o céu sem véu de tua boca.
Ainda que não seja assim,  que teus  cabelos não escondam minhas mãos,
roubando com carícias tuas delícias, quero sonhar-te nua, a desenhar a rua
por onde  vou e estou, a decifrar teus versos e reversos, bem amada... Miralua.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Oceânica

Ela é ela, pinta aquarelas, desenha vitrais, grita silenciosamente;
 diz que :  “ a vida espanca docemente “, e ama  animais ...
Não sei nem menos, nem mais, e o que vi não se define, assiste-se
vendo a vida passar. Ela textualiza o abstrato, faz um retrato das marés,
em um interplanetário oceano, e quando cai o pano, sempre me leva a pensar.
Um dia disse que disseram, que amor chove. Que deságua feito cachoeira,
Pegadas molhadas em direção contrária, penso... Que chove sim.
Gosto de imaginar o amor, como um vinho celestial em videiras terrenas,
Malbec, uma ou outra vez, cabernet a cada inicio de mês, e quando quero
beber um tanto, do que imagino a essência  amor: carmenére,por favor!
Amor, beber  e amar, melhor  adequar ao paladar, o que deve ser, será.
Ela dorme, sonha, levanta e caminha pulando amarelinha em poças d’água,
me faz feliz quando conta o dia e os pensamentos dela, não sei quando vai à janela,
 penso que um dia eu poderia  estar lá, na calçada molhada ... Hummm começo a sonhar.
Então... Deixe  chover quando setembro  chegar.