O Que não faz sentido pra uns, é sentido e dá sentido, às idiossincrasias de outros.
É possível construir-se uma cumplicidade com o universo, desde que não esquecendo de ontem,
pensemos no amanhã, como o hoje que não deveria acontecer. Acredite; será como você sonhava.
Pra rodar o mundo, basta um monociclo. Há quem prefira, como eu, uma garrafa de vinho. Girará!
Pequena sonha, pequena é uma Alice às avessas, o tempo passará sem que ela permaneça, e eu...
... Sonhei, que abria meus olhos diante de sua exuberância, criança sonha sem saber, de ontem,do agora hoje, ou de acordar amanhã.
Por isso, adoro tocar uma grande flor, uma canção de desejos fluindo em único jardim, lapidando assim meus sentidos, no bruto diamante contido em ti.
Estranhamente letra e geografia, palavra dita, escrita em maciez dos lábios extenuados, que desenham a sensatez crua em tua boca beijadora.
Eu gosto disso, desse feitiço incorporado em tua frase, na tensa carne, que me faz sonhar sem dormir, sem ver, só sentir o segredo do eu, absurdo.
“Sei que sou sólido e são, Para mim num permanente fluir,convergem os objetos do universo; Todos estão escritos para mim , e eu tenho de saber o que significa O que esta escrito. “– Walt Whitman
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Eu, remoto...
Cansei de ontem, de coisas imprecisas, do que não se diz, insinua-se e fim ... Será sempre assim?
Talvez, eu não saiba entender a origem da estrela sobre o teu peito,ou da lua que se debruça sobre ti.
Sei, que não sei de mim se não prevejo, a remota rota do desejo, que partirá numa viagem sem fim,
considerando o tempo do absurdo, a hora do ininteligível, o momento do adeus, o segundo do sim.
Vem ! Navega em mim. sufoca e provoca o desejo do sim, do que fica, do que se apronta,do que começa
e desenrola, a carícia da hora mista , simplesmente viver sem se ater ... Podes ver?
Talvez, eu não saiba entender a origem da estrela sobre o teu peito,ou da lua que se debruça sobre ti.
Sei, que não sei de mim se não prevejo, a remota rota do desejo, que partirá numa viagem sem fim,
considerando o tempo do absurdo, a hora do ininteligível, o momento do adeus, o segundo do sim.
Vem ! Navega em mim. sufoca e provoca o desejo do sim, do que fica, do que se apronta,do que começa
e desenrola, a carícia da hora mista , simplesmente viver sem se ater ... Podes ver?
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Bebado ...
... Bêbado de coisas, bebado até do sinal que não concordo, de interpretações, da vida que acho linda e que não vale,além do que penso que vale.
sábado, 24 de julho de 2010
Miralua
Queria renascer em ti, naquele veludo do céu, o céu sem véu de tua boca.
Ainda que não seja assim, que teus cabelos não escondam minhas mãos,
roubando com carícias tuas delícias, quero sonhar-te nua, a desenhar a rua
por onde vou e estou, a decifrar teus versos e reversos, bem amada... Miralua.
Ainda que não seja assim, que teus cabelos não escondam minhas mãos,
roubando com carícias tuas delícias, quero sonhar-te nua, a desenhar a rua
por onde vou e estou, a decifrar teus versos e reversos, bem amada... Miralua.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Oceânica
Ela é ela, pinta aquarelas, desenha vitrais, grita silenciosamente;
diz que : “ a vida espanca docemente “, e ama animais ...
Não sei nem menos, nem mais, e o que vi não se define, assiste-se
vendo a vida passar. Ela textualiza o abstrato, faz um retrato das marés,
em um interplanetário oceano, e quando cai o pano, sempre me leva a pensar.
Um dia disse que disseram, que amor chove. Que deságua feito cachoeira,
Pegadas molhadas em direção contrária, penso... Que chove sim.
Gosto de imaginar o amor, como um vinho celestial em videiras terrenas,
Malbec, uma ou outra vez, cabernet a cada inicio de mês, e quando quero
beber um tanto, do que imagino a essência amor: carmenére,por favor!
Amor, beber e amar, melhor adequar ao paladar, o que deve ser, será.
Ela dorme, sonha, levanta e caminha pulando amarelinha em poças d’água,
me faz feliz quando conta o dia e os pensamentos dela, não sei quando vai à janela,
penso que um dia eu poderia estar lá, na calçada molhada ... Hummm começo a sonhar.
Então... Deixe chover quando setembro chegar.
domingo, 18 de julho de 2010
Outra Vez ...
...Anônima
Era ela, uma anônima que olhava pela janela, e eu respirava o jeito dela.
Eu quis dançar, ela disse que sim e fomos assim, a rodopiar pela sala da casa amarela.
Põe sua mão assim, disse-me ela, eu toquei o infinito do riso dela ... Dançamos sem fim!
Adoro quando você sorri assim, e permitiu que um beijo hoje, não fosse tarde demais.
A mente pressente e voa no ontem, aquela era a hora de ir e dizer sim; eu danço meu lábios em ti
Quando teu riso e teus cabelos, circunvolarem sobre mim.
Vem que me tens, sem ter que ir nem chegar, apenas ficar onde você não esta; que é distante de mim.
Abre teus olhares sem pesares, debruça-te, e que teu colo vislumbre meus olhos em ti,
anônima me tens sem dor, e que teu amor repouse em mim.
Considerações ...
... Agora já é um tempo ido, ficou pronto e estabelecido o recomeço.
Nesses dias lentos que transcorrem as semanas, desfruto de uma invisível intimidade,
com lugares e as pessoas da cidade, Porto Alegre é intensa, como namorada desnuda
que nos mantém seduzidos, na exuberância radiante de sua sensualidade.
Na plenitude aconchegante de suas formas...
...Gosto dessa solidão entre as "gentes" da sensação de olhar tudo, e nada ver.
Uma contemplação puramente aleatória, da essência abstrata do ser.
Nesses dias lentos que transcorrem as semanas, desfruto de uma invisível intimidade,
com lugares e as pessoas da cidade, Porto Alegre é intensa, como namorada desnuda
que nos mantém seduzidos, na exuberância radiante de sua sensualidade.
Na plenitude aconchegante de suas formas...
...Gosto dessa solidão entre as "gentes" da sensação de olhar tudo, e nada ver.
Uma contemplação puramente aleatória, da essência abstrata do ser.
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