quarta-feira, 30 de junho de 2010

Em Porto Alegre ...

... Detesto vinho doce, ninguém sabe e eu fiz questão de esconder. Não era disso que eu queria falar...
Hoje, olhei um pouco da mágica dos relacionamentos se desenvolvendo  bem perto de mim, e soube que seria um mau dia pra alguém.
... Somos todos iguais, mesmo invisíveis esta latente a insegurança em cada um de nós, e o dia nos abraça tentando nos fazer felizes, mesmo que tentando implique em não ser. Eu gosto da verdade porque ela não se submete, e  isso acontece porque ela não existe, é uma abstração do raciocínio, da lógica que nunca é percebida e permanece inconclusa. Se quero te beijar e você me recusa, isso faz mais mal  à quem?
...Observo jeitos, imagino a categoria idiossincrática de quem passa mesmo que não faça comentário algum. Olho as mulheres desavergonhadamente,quero que elas me percebam e me digam adeus ou amém ...
Me vejo por esses dias, como uma simples possibilidade, à mercê dos acontecimentos não controlo nem expectativas, mas não me afasto de uma certa cumplicidade com a vida.

Em Porto Alegre ... Quero ser.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Enchantment ...

A luz que ela resplandece,sempre ilumina o meu amor. E isso, se torna uma coisa minha e dela, a força de suas marés em cumplicidade com sua beleza, me inspira amanhecer em sua estrada, deitado em sua graça que se torna meu único universo e profundo amor.
Ela me encanta como uma sereia, é uma esplêndida lua que se afoga em meu oceano, iluminando as profundezas dos meu amores e temores ...
E quando chega a noite, é ela quem me faz sonhar e  torna meus vôos criativos possíveis, ela me permite e contempla o que de melhor existe, quando o seu sim é sim ; e eu acredito em mim. Gosto da mulher extraordinária, que versa em gestos, beijos e carícias a plenitude de sua essência. Se dou amor,  eu posso recordar a liberdade de existir em seus mares, ela grita e me incita a sonhar, descobrindo meus caminhos em sua paz. Eu torno e retorno, respirando encantamento ...!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Filosofia

Eis aqui ! A chave da minha filosofia, fiz da musica a minha ilha da fantasia. E qual será o limite da minha humanidade? Eu recordo e recorro à sabedoria do mundo, porque não sei o que será e dou graças por que o mundo canta, na linguagem...  Poesia.
O vinho que teima e embriaga, é o mesmo que abre a imperceptível consciência do ser, é um estado de graça e recordação, é o momento de adeus ... Minha Ilusão!

Morena Viajeira ...

... Por todas as noites e dias que te circundam, eu quero ser a carinhosa amorosidade que te toca.
A luz estelar que banha as cores de tuas marés.
De tua alma viajeira; quero a oceânica contemplação da ilha negra, emoldurada em teus cabelos. Me enamora em ti, essa boca que não sorri e ainda assim, mantém a perfeita simetria do beijo ...

sábado, 29 de maio de 2010

Teoria Idiota

Pensando em relatar sentimentos, desde sua pequenez à grandiosidade de alguns momentos, encontro uma essência contraditória que poderia ser uma amante do  ridículo, e ao mesmo tempo a namorada perfeita do absurdo.
 Viver, querer ser, e contar  a experiência do paradoxo instintivo, absorver a consciência do espírito, tal qual se retém as frases feitas na hora eterna do delírio, isso; é um sem fim de religiosidade  que conflita com a perspectiva  dos sonhos que fluem por mim.
Creio em Deus, naquele deus que desperto e me torno quando amo, quando toco o amor mais com a fé, do que com confiança. Porque é assim que todo o homem deve amar uma mulher, e por sua vez, todo o homem deve ser amado assim; pela iluminada essência  da fé, que habita o amor da mulher.
 Amar o amor  não é poesia passageira, é uma idolatria terna e consciente ao deus de cada um, unir-se a evolução do gozo que Gaia, nos permite e assiste, em prazerosa excitação ...
Outrossim, adoro o mundo cheio de ideias, incógnitas, promessas e decepções. Por uma vez entendi que se não fora assim, eu não teria sobrevivido ao meu SIM!.

Maria ...

Tão pouco se falou de Maria, da paz contida em seus lábios primorosos, daquele silencioso olhar  consentindo   travessuras, da voz que segurava o grito, e da boca que poucas vezes reclamava um beijo.Não sei porque me ocorrem tais lembranças, talvez – é sempre, todo o dia um talvez – eu comemore inconscientemente, a amorosa idiossincrasia  de Maria.
 Sobram-me tão poucas coisas a relatar, porque de tão intensos e explícitos, mistificaram-se todos; os atributos de Maria. Multiplicando-se nas tenras coxas de Solange, nos carinhosos seios de Lisbeth, naquelas mãos impiedosas de Consuelo, e sobre os róseos lábios de Suzane, eu me detenho me recomponho e me recuso a confessar.  
Ah! É indescritível a insensatez do imediato, do dito e consentido, do que se funde ao ato de fato e  sem remorso, da pálida e cálida clausura que desejo. Por tudo e tanto desde as estrelas à terra audaz eu canto, pelo absoluto transcorrer do tempo, pelo todo em si que eu recordo, bem amada Maria... A ti eu canto!

Açucena planetária ...

Bela mulher, fragrante açucena de tez morena, que devora meus sentidos, plena maçã, ampla e  encendida geografia que domina.
Conceitua e insinua a sobriedade sensual do meio termo, em meia nudez, emoldurando em pétalas, pérolas e pedra fina, a avidez do instinto que observa e se consagra, em imaginária passagem pelo templo do teu ser.
Perdura a essência planetária, daquela hora transitória entre o teu mundo e o aspecto outonal do meu céu.